37 de 101 – Desde Cedo Aprendi a Enxergar Mais Longe Com a Alma das Palavras

Desde Cedo Aprendi a Enxergar Mais Longe Com a Alma das Palavras. 

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Eu nasci em meio aos livros.

Tive a sorte de ser filho de um pai que, apesar de não participar da minha infância, me ajudou a entender muito cedo a importância dos livros.

Sempre tive a impressão de que, quanto mais livros uma pessoa tem na estante (ou no Kindle, Tablet, Celular…), mais rica essa pessoa é.

E eu decidi ainda criança que seria rico.

Aos 11 anos eu já lia um livro por semana, desde Agatha Christie até livros sobre antigas civilizações do mundo.

Eu adorava, tanto os enigmas dos livros de assassinatos misteriosos quanto os enormes livros sobre as civilizações do mundo antigo como os Incas, Maias, Astecas, Sumérios, Acádios e, especialmente, os Egípcios.

Eu queria saber de TUDO!

Até sobre pedras preciosas eu li, e até hoje não faço a menor ideia do porque achei aquilo tão interessante.

Aos 13 anos eu comecei a ler Paulo Coelho, com o livro O Alquimista. Foi a primeira vez que não consegui dormir antes de acabar o livro.

Depois de vários outros dele como O Monte Cinco, As Walkirias, Veronika Decide Morrer e mais um tanto de outros. Acho que não li todos, mas quase.

E apesar de os livros do Paulo não serem mais tão populares hoje, e haver um certo movimento contra a linha chamada de autoajuda, algumas coisas que li em livros como esse me ajudaram a ser quem eu sou hoje e quem me orgulho de ser.

Uma coisa que aprendi em um desses livros foi que eu precisava AMPLIAR MINHA VISÃO se eu quisesse ser maior do que eu era.

Eu queria ser maior. Muito maior.

E comecei a fazer o exercício descrito nesse trecho do livro As Valkirias, quando eu tinha 13 anos:

– Quero que você preste bastante atenção nas pessoas que passarem – disse.

Pediram sorvetes imensos. Ela ficara várias horas prestando atenção na sua segunda mente, e conseguia controlá-la muito melhor. Seu apetite, porém, sempre fugia a qualquer controle.

Fez o que Paulo pediu. Em quase meia hora, apenas cinco pessoas passaram diante da janela.

– O que você viu? Ela descreveu as pessoas em detalhes – roupas, idade aproximada, o que carregavam. Mas, aparentemente, não era isto que ele desejava saber. Insistiu bastante, tentou arrancar uma resposta melhor, mas não conseguiu.

– Está bem – disse ele no final, dando-se por vencido. – Vou dizer o que queria que reparasse.

“Todas as pessoas que passaram pela rua estavam olhando ligeiramente para baixo.”

Ficaram algum tempo esperando mais uma pessoa passar. Paulo tinha razão.

– Took pediu para você olhar o horizonte. Faça isto. – O que isso quer dizer?

– Todos nós, homens e animais, criamos uma espécie de “espaço mágico” ao nosso redor.

Geralmente é um círculo de cinco metros de raio – e prestamos atenção a tudo que entra ali. Não importa se são pessoas, mesas, telefones ou vitrines: tentando manter o controle deste pequeno mundo que nós mesmos criamos.

Os magos, porém, olham sempre para longe. Eles ampliam este ‘espaço mágico’, e tentam controlar muito mais coisas. Chamam isto de olhar o horizonte.”

Apesar da linguagem pouco convencional, eu entendi do meu jeito, e apliquei do meu jeito também.

Passei a andar na rua olhando para a frente, buscando enxergar o mais longe que eu podia, sabendo que isso me ajudaria a “alargar os meus domínios”.

Com isso passei a enxergar muito mais coisas, fisicamente mesmo, e também comecei a pensar que eu poderia ir muito mais longe.

De lá pra cá nunca consegui pensar pequeno, e também nunca deixei de cuidar da minha visão de mundo.

Você já deve ter lido algum texto meu falando sobre a importância de você ter o quadro mental correto da realidade que você deseja criar para si mesmo.

Pois tudo começou com aquele texto ali de cima, de um livro que li na infância.

O texto de hoje tem apenas um objetivo:

DESPERTAR SUA PAIXÃO POR LER!

Ou melhor, despertar sua paixão por adquirir o conhecimento necessário para conquistar o sucesso que você espera e merece ter, e por mais que estejamos na era dos vídeos e podcasts, a leitura ainda não foi, e não será tão cedo, substituída.

Isso porque quando você assiste um vídeo, tudo acontece do lado de fora de você. Agora, quando você lê um livro, toda a ação e todos os sentimentos que acontecem no livro, também acontecem dentro de você.

Você imagina as vozes, os cenários, os sons, os cheiros, as texturas… Você imagina TUDO!

É por isso que o livro acontece em você.

Vários livros marcaram minha vida, e muitas coisas que aprendi com eles tem me trazido até aqui.

É por isso que, enquanto todos os grandes empreendedores que eu conheço resolveram gravar vídeos, eu decidi escrever.

Eu quero que a minha mensagem aconteça dentro de você, e que a transformação que esse conhecimento compartilhado pode causar, aconteça de dentro para fora.

E se você está lendo essas linhas agora, que escrevo as 00:55 da manhã com vontade de não parar de escrever nunca mais, saiba que as escrevo com uma sensação de que estamos juntos, ligados por alguma força invisível que emana da palavra escrita.

Eu escrevo da minha alma para a sua alma, e esse é o poder da escrita, o poder do livro, de conectar almas, ainda que desconhecidas e distantes.

Enfim, este texto é um apelo para que você volte a ler, leia mais, leia todos os dias.

Compre livros físicos sempre que possível, por conta do efeito psicológico de “ter” o conhecimento disponível fisicamente pra você.

E quando você for ler o seu próximo livro, tente descobrir o que está por trás da letra, a alma das palavras.

É lá que está o verdadeiro poder transformacional das palavras.

Leia.

Giordano Narada
maisdoqueideias

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Giordano Narada

Giordano Narada é empresário, criador da maisdoqueideias, acredita que ideias são sementes de realidade. Idealizador de diversos treinamentos onlines, tem ajudado centenas de pessoas a construir renda a partir da Internet começando do zero, defendendo a ideia de que qualquer pessoa pode empreender se tiver apenas dois elementos simples: Vontade e Informação.

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